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Notícias 08/06/2020 Superação contra o Covid-19

Superação contra o Covid-19

O impacto da pandemia no mundo e os primeiros casos notificados em Francisco Morato mudaram drasticamente a realidade de toda a população. A readaptação às novas regras do dia a dia e o cuidado com a nossa a saúde passaram a ser prioridade para diminuir a proliferação da Covid-19.

E mesmo diante do elevado número de contaminação no país, ainda temos motivos para sorrir e ter esperança com os mais de 247 moratenses recuperados, como Emerson Euzébio, de 36 anos, morador do bairro Parque Belém.

O Coronavírus deu os primeiros sinais na vida de Emerson pelo seu pai, Marco Antônio Euzebio, de 72 anos, que passou a apresentar febre e tosse no mês de abril. Com a formação de Técnico de Enfermagem, Emerson iniciou os primeiros cuidados de seu pai. Dias depois, Antônio teve uma piora com tremor e delírio, sendo levado à UPA 24H de Francisco Morato.

O diagnóstico apontou pneumonia e Covid-19, o que resultou na internação de Antônio na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Lacaz. Por ter tido contato com o pai, Emerson se isolou durante 14 dias e depois de sete também apresentou sintomas da doença que foi confirmada por exames.

“Quando fui diagnosticado já estava com 25% do lado esquerdo do pulmão comprometido e esse período foi assustador. Tirando a falta de ar, travei uma guerra com todos os sintomas durante a internação. Perdi o apetite, tive muita dor no corpo, febre alta e contínua. Não desejo pra ninguém”, disse.

O distanciamento da família e amigos afetou diretamente o psicológico de Emerson, “Você se sente chateado por passar esse medo às pessoas por conta do risco de contaminação. Fiquei longe dos meus três filhos para mantê-los seguros, pois ao mesmo tempo em que era doloroso, também era confortável”.

Após sete dias quase que intermináveis, Emerson teve alta e um pensamento totalmente diferente após ter contraído a doença. Já o pai, Antônio, também teve alta, está bem, em casa e se recuperando a cada dia.

“É um sentimento de que ganhei uma 2a chance, e acredite, a partir daquele momento passei a valorizar coisas mínimas. Parei em uma padaria para comer o maior lanche que poderiam fazer, pois dessa vez sentiria o gosto. Passei a ter a felicidade de ver novamente o sorriso das pessoas sem mascaras dentro da minha casa. Se a população sentisse 1% do que são os sintomas, não ficariam na rua. Se cuidem, por favor”, conta aliviado.